Afinal de contas, tudo é equilíbrio…diz a cultura chinesa

 Encontrar o meio-termo
Às vezes é difícil saber o que é bom para o organismo, com inúmeras dietas pregando teorias das mais diversas sobre a melhor forma de se alimentar.
Na medicina tradicional chinesa, os alimentos são divididos em cinco essências, chamadas \”siqi\”: gelado, frio, neutro, morno e quente. A natureza do alimento não é determinada por sua temperatura momentânea, mas sim pelos efeitos que pode ter no corpo após o consumo. Se uma pessoa ingerir continuamente apenas um tipo de alimento, vai gerar um desequilíbrio no corpo que afeta o sistema imunológico. Logo, um dos fundamentos da medicina chinesa é manter o corpo \”neutro\”.
O clima também importa
Alimentos mornos e quentes geram calor no corpo humano – por exemplo, carne de boi, café, gengibre, pimenta e frituras – enquanto aqueles que são gelados e frios diminuem a temperatura corporal – como saladas, queijo, chá verde e cerveja. Alimentos como óleo, arroz, carne de porco e a maior parte dos peixes são considerados neutros.
Em comparação com a cultura ocidental, a alimentação e a medicina se sobrepõem na cultura chinesa. Por exemplo, a melancia é um alimento, mas pode ter também um efeito medicinal durante os dias de calor, por causa de sua alta capacidade de hidratação.
Os clãs antigos da China, de cerca de 2.200 a.C., começaram a descobrir os diferentes valores medicinais de ervas enquanto caçavam e coletavam comida. Alguns alimentos curavam doenças, outros levavam à morte. Com o tempo, a filosofia da medicina chinesa foi se desenvolvendo.
Porém, há alguns alimentos que os chineses consideram mais como \”remédio\” que como \”comida\”, como é o caso do gengibre. Contudo, antes de utilizá-lo para tratamento, é necessário consultar um profissional, pois a sua ingestão pode causar pioras na saúde. O motivo disso é que os alimentos têm propriedades distintas e cada pessoa, um organismo único, responde de maneira própria dependendo do que é ingerido.